palavras do Guruji

Dani na estrada

viagens pelo mundo afora e pelo universo dentro de mim.



"Você não precisa viajar a um lugar remoto para buscar a liberdade; ela habita seu corpo, seu coração, sua mente, sua Alma. A emancipação iluminada, a liberdade, a pura e imaculada felicidade estão a sua espera, mas você precisa escolher embarcar na jornada interior para descobri-las."
B.K.S. Iyengar em Luz na Vida

28 de junho de 2011

a doença como caminho



Através de uma menina que me acompanha aqui, conheci o blog de uma professora de Iyengar de Portugal e encontrei esse vídeo em uma das postagens dela. Guruji conta que começou a praticar porque tinha uma saúde péssima na infância.
"I was born with a gift of illnesses, one after other, from birth. So those gifts of unfortunate ill health made me to take to yoga..."
Ele chama de presente sua má saúde na infância! Inspirador!

Como não achei uma versão com legendas em português, aqui vai minha tradução.

Locução:
Entre todos os mestres de yoga, BKS Iyengar tem atuado o papel mais significativo em relação à introdução e disseminação do yoga no Ocidente.

BKS Iyengar:
“Nasci com o presente de doenças, uma após a outra, desde o meu nascimento. Esse presente de má saúde me fez começar com yoga.
Sofri de influenza, malaria, tuberculose, febre tifóide entre outros males. Então pensei: vale a pena viver dependendo de alguém para sempre?
Afortunadamente aos 16 anos, porque eu também não tinha frequentado a escola regularmente por causa dos problemas de saúde, meu cunhado, o marido de minha irmã (Krishnamacharya), que tinha voltado do Norte, me falou: ‘por que você não faz alguma yoga? Você pode melhorar.’ Eu acreditei e comecei com yoga. Levou 6 anos para melhorar minha saúde."

Locução: Mas foi depois de um dos pupilos de Krishnamacharya desaparecer antes de uma demonstração importante que o destino de Iyengar mudou completamente. Ele era a única esperança como substituto e Krishnamacharya começou a ensiná-lo seriamente pela 1ª vez.

BKS Iyengar:
“Eu sai em tour com ele em 1936 para o norte do estado de Karnataka, onde um cirurgião, Dr. V.P. Gokhale, viu minha demonstração, ficou muito impressionado e me convidou pra vir para Puna. Então eu vim em 1937 e tive que trabalhar do zero por conta própria, porque a responsabilidade era muito alta: como apresentar yoga para o público? Tive que trabalhar muito, porque yoga era um assunto muito seco, nos anos 30 e 40 não havia nenhum interesse em yoga. Logicamente hoje é bem diferente.”

Locução: Ensinar yoga provinha uma vida muito modesta para a família de Iyengar. Sua esposa, Ramamani, se tornou um grande suporte na devoção dele ao yoga.
Ele usou seu próprio corpo para desenhar e refinar posturas avançadas, asanas detalhados precisamente, e o uso de acessórios tornou-se a sua assinatura. As inovações do Iyengar tornaram o yoga acessível a praticantes de todos os níveis.

BKS Iyengar:
“As pessoas tinham suas próprias maneiras de apresentar o yoga. Quando eu olhava os livros nos meus anos de iniciante, eles falavam de Sirsasana (inversão sobre a cabeça), de Sarvangasana (inversão sobre ombros) ou Halasana (Arado). Falavam: ‘as pernas devem estar estendidas ou as pernas não devem estar estendidas. Em Sirsasana as pernas devem ficar perpendiculares, ou elas devem mover-se para esse ou aquele lado...’ E eu pensei, o que é isso? Eles escrevem uma coisa, mas nem observam as ilustrações, nem observam se o que eles dizem acontece mesmo.
Por isso pensei que eu deveria fazer alguma coisa para tornar as pessoas
atraídas pelo assunto. Como quando você faz uma salada saborosa, tive que acrescentar muitos ingredientes na salada do yoga para que as pessoas se interessassem por ele.”

Locução:
Através do tempo, Iyengar criou variações terapêuticas de posturas para curar. Não importa em que estilo os professores foram treinados, todos creditam o trabalho do Iyengar pelo alinhamento do corpo, precisão das posturas e as diversas variações.

BKS Iyengar:
“Somente em 1954, fui para a Inglaterra, pela primeira vez e pela influência de Yehudi Menuhin, porque eu estava ensinando ele e um monte de intelectuais o admiravam e começaram a pensar que devia ter alguma coisa naquilo que ele estava fazendo.
Então comecei a ensinar para os intelectuais do Ocidente, e através deles, cheguei nas pessoas da classe média, até tornar o yoga popular.
Somente em 1973 quando Yehudi Menuhin sugeriu para Mary Palmer, porque ela era musicista e havia uma boa relação entre eles, ele falou: vá aprender com ele,
e assim você vai entender o que é yoga.’ Então ela veio, aprendeu e me convidou (para ir aos EUA). Mary Palmer é minha velha aluna.”

Mary Palmer (professora de Yoga, introduziu Iyengar nos EUA):
“A influência mais positiva foi talvez o fato deste livro (Light on Yoga) ter chegado as minhas mãos, ele me levou a me encontrar com o Sr. Iyengar.”

BKS Iyengar:
“O Ann Arbor YMCA, me deu na época um ótimo começo, com publicidade e tudo mais.
Organizei demonstrações, aproveitei a oportunidade e apresentei o yoga aos
americanos.”

Patrícia Walden, professora de yoga
“Tinha tanta eletricidade na sala, que para mim abriu um novo mundo, porque pela primeira vez na vida senti como se eu fosse vista por um professor espiritualizado. Ele se importava em como estávamos praticando, e ele estava determinado a fazer com que a gente entendesse seu método em um curto período de tempo.”

Mary Palmer e Priscilla Néel, professoras de yoga, introduziram o método nos EUA.
“Guruji era um professor fantástico! E isso não era apenas apreciado pelos seguidores de yoga, mas por pessoas que apareciam apenas para vê-lo ensinar.”

BKS Iyengar:
“Há uma diversidade em nosso corpo, e quando podemos trazer esse corpo diverso a um estado de união singular, a pessoa que faz a si mesmo, tendo percebido a diversidade e tendo trazido a unidade pra diversidade, naturalmente é muito fácil para ela propagar a arte do yoga. Como levar a diversas pessoas o pensamento único de entendimento da inteligência que flui no corpo, o entendimento do prana que cria essa energia para a inteligência iluminar mais e mais. Eu acho que o yoga é o único assunto em que a universalidade pode ser construída nas diversas formas de vida.”
“COMECEI POR MINHA SAÚDE, E DEPOIS O YOGA TORNOU-SE UM DEDICADO SERVIÇO PARA A HUMANIDADE.”

17 de junho de 2011

Nós

Photobucket

Teotihuacan

Photobucket
Photobucket

Hoje fomos conhecer as pirâmides de Teotihuacan em uma excursão turística. Não sou lá muito adepta dessas excursões com guias, mas depois de hoje estou considerando mudar de opinião. Foi maravilhoso: o guia (Javier, um professor de história aposentado), as outras duas pessoas no grupo (uma colombiana bem novinha e uma francesa de 50 e poucos anos) e o motorista Daniel pareciam que tinham sido escolhidos por minha alma (como Ram Dass fala- veja o post anterior). As pirâmides também são incríveis e ainda guardam muitos segredos. Elas pertenciam a uma cidade antiga, que no ano 500 DC, no seu auge, teve 200 mil habitantes.
Mais tarde os astecas encontraram as pirâmides e a cidade completamente abandonadas e acreditaram maravilhados que aquele lugar era sagrado. Por isso, o chamaram de Teotihuacan, lugar onde os deuses são feitos.
O complexo fica em um vale rodeado por montanhas e é impressionante ver a simetria da construção (pra mim, uma apaixonada por Iyengar yoga, tamanha simetria impressionou ainda mais rsrs). A maior das pirâmides, a do Sol, tem 65 metros e a subida deixa qualquer um com a língua de fora, mas vale muito a pena, a vista lá de cima é linda! A pirâmide da Lua é mais baixa, tem uns 45 metros e não é permitida a subida ao topo, mas os degraus são enormes, o que dificulta bem a brincadeira.
O interessante é que o sítio arqueológico foi encontrado por acaso quando estavam construindo uma estrada na região. Os operários se depararam com morros e quando iniciaram as obras encontraram as pirâmides, que estavam completamente cobertas por terra e vegetação.

Nascimento do Sol e da Lua
Contam que em uma ocasião bem no início dos tempos, todos os deuses estavam reunidos em meio a profunda escuridão decidindo qual deles iria iluminar a Terra recém criada. Dois deuses se prontificaram e foi estipulado que uma prova definiria o vencedor. Eles tinham que correr e saltar dentro do fogo. O deus mais rico e prepotente quis ser o primeiro, mas não conseguiu saltar no fogo em 3 tentativas. O outro deus, mais humilde, tentou em seguida e na 1a tentativa saltou no fogo. De lá saiu uma bola de fogo enorme, nascia assim o Sol. O outro deus irritado correu até o fogo e saltou, criando outra bola de fogo, menor, nascia a Lua. Como castigo a atitude dele, os outros deuses pegaram um coelho e bateram na Lua formando as manchas na superfície dela.

16 de junho de 2011

Awareness

Ontem assisti no YouTube o vídeo Awareness (ciência, conscientização), com Ram Dass, onde ele fala que nós, como almas, escolhemos as circunstâncias e as pessoas com as quais nós vamos nos relacionar, desde nossos pais e familiares, até mesmo aqueles que cruzamos na rua. Ele é um figuraço e vale assistir! Infelizmente não encontrei uma versão com legendas em português.

13 de junho de 2011

Acima das nuvens...

... é sempre o azul do céu!
Photobucket

Photobucket
Sobrevoando a região de Guanajuato na chegada em Salamanca, no México.

10 de junho de 2011

...

Ontem foi o aniversário de uma amiga querida da adolescência e me percebi questionando: quem eu seria sem minhas memórias do passado?

3 de junho de 2011

cosas que me encantan en Buenos Aires

• praticar com Marina Chaselon (www.yogamarina.com.ar).
• passear pelas ruas de Palermo Viejo e Hollywood.
• céu azul, sol e uma temperatura de 10ºC.
• Submarino (barra de chocolate derretida em uma caneca de leite quente) no Voltaire Coffe & Deli.
• jantar no Bio (www.biorestaurant.com.ar).
• desayuno do Solar Soler (www.solarsoler.com.ar) com medialunas e dulce de leche, tudo de bom!
• Papelera Palermo (www.papelerapalermo.com).
• Malba (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – www.malba.org.ar).
• praças da Recoleta.
• restaurante Krishna na Plaza Palermo Viejo.
• bolsas da tienda Puro (http://www.zapatillaspuro.com.ar/).


uma das salas do Krishna

uvas na varanda do Solar Soler

nova loja da Papelera Palermo