palavras do Guruji

Dani na estrada

viagens pelo mundo afora e pelo universo dentro de mim.



"Você não precisa viajar a um lugar remoto para buscar a liberdade; ela habita seu corpo, seu coração, sua mente, sua Alma. A emancipação iluminada, a liberdade, a pura e imaculada felicidade estão a sua espera, mas você precisa escolher embarcar na jornada interior para descobri-las."
B.K.S. Iyengar em Luz na Vida

27 de fevereiro de 2009

Em Pune



Não que eu não goste da companhia das minhas amigas — eu adoro e tudo fica mais fácil em turma —, mas passar o dia sozinha em Pune pode ser muito interessante (pra uma boa Geminiana, alguns dias já bastam!).
Sai da aula da Rajlakshimi (uma professora ótima!) às 9:30. Demos uma embaçada pra tirar fotos com ela, ver direitinho a altura das kuruntas na sala de prática... Depois água de coco e papo com as amigas. Com umas combinei de nos encontrarmos na biblioteca mais tarde; outra, perdeu a carteira com cartão de crédito e suas Rúpias...
Me despedi e fui trocar dinheiro no banco pela última vez – a viagem já está acabando! Anotei 10:30 no caderno de controle de segurança. Às 10:35, eu já tinha saído de lá. O banco estava abrindo e eles ainda não tinham o valor do dólar do dia, me pediram pra esperar 30 minutos. Como 30 minutos nem sempre são 30 minutos aqui na Índia, resolvi voltar mais tarde.
Desci a FC Road para trocar meu livro “Yoga for Children” que comprei com páginas a mais. Nem precisei explicar muito, o responsável que estava espanando os livros em uma estante (a loja também tinha acabado de abrir), logo falou pra eu trocar por outro sem defeito. Ele pegou o que eu tinha levado e recolocou na pilha para ser vendido pra outra pessoa (com defeito mesmo) e me deu um outro exemplar. Conferi as páginas, agradeci e fui embora.
Antes de parar em uma internet, parei no Vaishali (mesmo restaurante que vim ontem à noite comer Masala Dosa). Ouvi dizer que o Veg. Burger daqui (Rs. 30, o equivalente a R$ 1,5) é delicioso e vim conferir.
Pão de hambúrguer, uma fatia de cebola grande crua por baixo, uma pastinha verdinha que acredito ser um chutney de coco apimentado, beterraba em pedaços pequenos, Catchup docinho, fatias de tomate e pepinos. Tudo de bom!
Bebi Lime Juice Soda (água com gás com suco de limão espremido – Rs. 20). O Vaishali vive lotado. Parei para almoçar às 11h (acordo bem cedo e fico logo com fome) e os dois salões cobertos estavam cheios. Ontem no jantar, estava ainda mais cheio (tinha gente também na cobertura que fica ao ar livre e é impossível durante o dia por causa do calor).
E eu era a única ocidental no restaurante. Muitas mesas com grupos de amigos bem jovens, outras com duas ou três mulheres bem arrumadas, outras com homens de negócios. Alguns com roupas ocidentalizadas, outros, não, mas todos indianos. O Vaishali é referência entre s pessoas que vivem aqui.
Outro dia, a Jayashree, dona da casa onde estou hospedada, me convidou para jantar com ela e seu marido. Me serviram Dosas. E estavam uma delícia! A cozinheira que trabalha para ela há mais de 20 anos e também dá uma geral no meu quarto todos os dias, não parava de me trazer Dosas quentinhas... e eu comendo sem parar. Em um dado momento, elogiei a comida e falei para ela que as suas Dosas eram melhores que as do Vaishali. A Jayashree traduziu para a cozinheira e ela ficou muito vaidosa! Me serviu ainda mais vezes!

vídeo do aniversário do Iyengar



Aqui está uma versão bem pequena do DVD que entreguei ao Guruji com um pouquinho do que aconteceu na comemoração do aniversário de 90 anos dele na A Macaca, em São Paulo.
Nessa versão sem definição nenhuma (está um horror!!!), acho que o primeiro lettering está ilegível. Está escrito Arrival at A Macaca Studio. O filme também está espremido (as imagens estão mais compridas do que na versão original).

24 de fevereiro de 2009

Guruji

Início da semana 2
Não imaginei que ficaria tão nervosa no primeiro encontro com B.K.S. Iyengar. Já tinha o visto antes na biblioteca e na sala de prática, mas não tinha sido apresentada a ele...
Estávamos na secretaria falando com o Mr. Chandru, quando o Guruji entrou na sala para falar com ele também. Fiquei meio sem ação e não deu tempo de fazer nada, porque ele logo saiu da sala.
Virei pro Chandru decepcionada e disse que ficava sem graça, sem saber como fazer a reverência. Ele nos levou pra perto do Guruji pra nos ensinar. Primeiro demonstrou e nos convidou a fazer o mesmo. Fomos lá: as brasileiras Ana e Renata, a peruana Marieta e eu. Ajoelhamos no chão para tocar os pés dele. Ele estava super sorridente.
Falamos que éramos do Brazil e que estávamos muito emocionadas... e ele respondeu: God Bless you all, com um sorriso largo, meio sem graça também.
É impressionante como a presença dele é forte. Ele não é muito grande, mas sua figura passa todo conhecimento dos mais de 75 anos de pratica diária.
A primeira vez que a Marieta encontrou com ele no corredor do Instituto, não parou de chorar. Eu também me emocionei, fiquei tão nervosa que me esqueci da câmera fotográfica que estava na minha bolsa.
Início da semana 4
Todos os dias, Guruji fica na biblioteca das 15:30 as 18:00. É muito gostoso ficar ali também consultando um dos muitos livros das estantes, fazendo anotações, convivendo um pouquinho com ele.
Na última 2ª feira, passei uma hora e pouco lá. Eu queria dar uma olhada em um livro que tinha visto em outra visita a biblioteca e também entregar o DVD com o filminho sobre as comemorações do aniversário dele no dia 14 de dezembro na “A Macaca” em SP. Em SP, comecei a editar, mas acabei trazendo trabalho pra fazer aqui. Só terminei na 3ª semana (na verdade, ainda acho que poderia ficar bem melhor, mas precisava por um ponto final, pra poder queimar o DVD, testar no aparelho do Chandru, entregar em mãos pro Guruji...)
E mais uma vez, fiquei nervosa, na biblioteca com o DVD na bolsa. Escolhi o livro e esperei uma oportunidade quando o Guruji não estava tão ocupado e fui até lá. Entreguei o DVD, ele ouviu o que eu tinha a dizer, leu o que eu tinha escrito na capinha, sorrio agradecendo e voltou a trabalhar. Eu voltei pro meu lugar na mesa feliz da vida: missão cumprida.
O Mr Chandru, um dos secretários do Instituto, é quem cuida dos DVDs produzidos na casa. Ele assistiu o filminho e me pediu uma cópia. Dei uma cópia pra ele e fiquei satisfeita. Deve ser legal ver como é a prática em outros países...
Em uma próxima oportunidade, posto o vídeo que dei pra ele. Até!

bichos queridos





Sai Baba em Srirdi

Fomos passar o dia em Srirdi, para visitar o templo do Sai Baba, um grande homem que dedicou sua vida a ajudar pessoas e animais.
Nascido em uma família de muçulmanos, desde menino demonstrou ser uma criança especial. Aos 8 anos de idade — apenas 8! — saiu de casa e foi viver como saddhu, isso é, mendigando e aceitando o que lhe davam. Com o passar dos anos, foi conquistando devotos que encantados por sua bondade, queriam ouvir suas palavras e ficar em sua companhia...
Um grande homem foi Sai Baba: nunca o viram comer e tudo que ganhava doava a outras pessoas e animais.
Hoje a cidadezinha onde ele nasceu é conhecida em toda a Índia. O lugar onde ele viveu se transformou em um grande templo que recebe milhares de visitantes todos os dias.
Saímos cedinho para conseguir receber o darsham (ver a grande imagem do homem santo e receber uma benção) e fazer um puja (oferenda). O plano era comer prasada (comida abençoada) depois. Aos chegar, me senti na Índia da minha primeira estada aqui... muita gente, mais muita gente mesmo e muita negociação.



Atrasamos. Paramos para um lanchinho em um lugar com uma vista linda, que de quebra tinha um pequeno altar pra Durga. Em seguida, de volta a estrada, o pneu do nosso SVU arrebentou, nunca vi um pneu ficar daquele jeito! Quando chegamos, os estacionamentos já estavam lotados e ficamos logo de cara negociando a possibilidade de estacionar em um lugar meio “Vip”. E fala daqui, pergunta de lá, argumenta, telefona, discute, pergunta pra não sei quem... Ok, pudemos parar!
Logo de cara, fomos convidados a comprar as coisas pro Puja. Todo mundo queria fazer a oferenda: um coco, que depois de abençoado deve ser comido ou dado pra alguém querido, uns tecidos, um lenço pra cabeça, flores, prasadinhas (docinhos e grão de bico torrado)... Nosso motorista negociou horas em Marathi ou Híndi — eu é que não sei. Ligou várias vezes pro chefe dele em Pune para saber se aquele dinheiro todo era justo... ameaçamos não levar nenhum... eles insistiram... baixaram o preço... de Rs. 250 pagamos RS. 100.
Mais um tempão para saber onde deixar os sapatos e bolsas. Por conta dos ataques terroristas contra hinduístas, tudo deve ficar do lado de fora do templo (bolsas, celulares, filmadoras, máquinas fotográficas...). Mais uma fila e passamos por um detector de metal, segurando a carteira em uma mão e o saco plástico com o puja na outra.
Foi mais de 1 hora na fila. São duas salonas enormes com monitores de televisão que mostram o movimento na rua, da fila mais pra frente, da imagem do Sai Baba sentado com um manto Pink nos ombros. A fila se estendia por duas salas com aquelas divisórias dos parques de diversão da Disney, onde virava e mexia alguém entoava umas palavras sobre o Sai Baba e a multidão gritava Jai (bem lindo!). Subimos umas escadas, também cheias de gente e empurra-empurra (controlado por guardas fardados) até finalmente chegarmos onde está a imagem grandona de Sai Baba em cima de um palanquezinho. Nele, alguns Bhramanis pegam as oferendas, retiram as flores que ficam no altar e devolvem todo o resto abençoado. Tem gente que leva só flores, tem gente que vai só para olhar e rezar... é bem lindo... e rápido. O guarda fica meio que mandando as pessoas andarem rápido para não amontoar ainda mais a longa fila.
Queimamos nossos pés descansos no asfalto quente até chegar no local onde é servida a Prasada (apenas RS.5 e parece que bem gostosa) para descobrir que a nossa leva de comida só ficaria pronta as 16:00. Tínhamos mais de uma hora de espera pela frente. Abortamos a idéia da prasada, procuramos um outro restaurante que nos indicaram, mas ninguém conhecia — ou preferia fingir que não para nos levar a outros lugares.
Fomos comer bem mais tarde, já no meio caminho de volta a Pune. Masala Dosa e Chai, uma delícia!

11 de fevereiro de 2009

Abhay's


Acordei cedo hoje, bem cedo, antes do despertador programado para às 5:30. Antes das 7:00 é difícil encontrar riquixás no ponto perto de casa, Então marquei ontem com o Nana, um motorista de riquixá famoso entre os estrangeiros que praticam no Instituto. Ele me buscou às 6:15. De casa, fomos para Model Colony, o bairro do Instituto, buscar a Renata e a Ana pra irmos até Kotrud, um bairro um pouco mais afastado, onde o Abhay mora e dá aulas também. O Abhay é professor do Instituto, mas acabei não pegando as aulas dele. Fomos então no seu espaço. A prática começou à 7:00, muitos jumps e parivrttas pra aquecer a coluna. A sala estava lotada, só nós três de estrangeiras. Saimos de lá às 8:20, voltamos pro Instituto pra nossa aula com a Chandra (uma aula de 1:30 só para mulheres). E a sala também estava lotadaça! Mat colado em mat. São muito divertidas as aulas só com mulheres, dou muita risada, mesmo das piadas que a professora faz em marathi e eu não entendo nada...

1º dia de aula





10 de fevereiro de 2009

vida de cão


Caminhando para minha aula no Instituto fico pensando na Índia como o berço da humanidade. Li um artigo que dizia alguma coisa desse tipo, que arqueólogos indianos descobriram um cidadão em um pequena vila, onde os casamentos entre primos é comum, que carrega DNA semelhante ao dos primeiros humanóides habitantes da Terra. Ao que tudo indica, há milhões de anos, eles viviam na África e de lá migraram para outras partes do Globo, quando as terras da Terra ainda não eram separadas pelos oceanos que existem hoje. E esse cidadão moderno, carrega em seu DNA uma herança dos primeiros habitantes do vale do Hindus... uma coisa incrível!
Essa lembrança puxou outro pensamento e fiquei viajando em como algumas expressões fazem total sentido aqui na Índia. Não sei se a nossa “fila indiana” vem da Índia ou dos indígenas brasileiros, mas aqui penso nela várias vezes por dia. As calçadas são estreitas, mal cuidadas e muitas vezes mais sujas que a própria rua... Conseqüência: todo mundo anda na rua como se estivéssemos em uma cidadezinha do interior. O único problema é que estou em uma cidade grande com milhões de habitantes e mais milhões de carros, riquixás, bicicletas, scooters, caminhões... Andar acompanhada por alguém na rua só é possível em fila indiana.
Outra expressão é vida de cachorro. Os cães são extremamente assustados, famintos e mal cuidados — na verdade, os que vivem na rua não são nada cuidados. E eles são super carentes, basta dar uma olhadela pra eles com um pingo de compaixão que você ganha um fiel companheiro. Os vira-latas vivem uma vida bem dura!
O que me chamou bastante a atenção em Pune nesta viagem é que tenho visto muitos cachorros usando coleiras, passeando ao lado de seus donos. Coisa que não tinha visto antes, pelo menos, não tinha me chamando a atenção. Quando vou para minhas aulas no Instituto, sempre vejo pelo menos um labrador bem gorducho e limpinho andando perto de um dono atencioso. Hoje mesmo (domingo) na volta da rua pra casa, vi uma menina vestindo abrigo de ginástica andando rapidamente com seu cãozinho solto por perto. Mais próximo de casa, vi um labrador amarelo na coleira com seu dono, que gentilmente disse “No” quando o cachorro veio me cheirar.
Talvez isso seja mais um sinal da globalização... Talvez daqui alguns anos a expressão “vida de cão” perca o sentido aqui na Índia também. Pessoalmente, espero que sim!

6 de fevereiro de 2009

Ramana Maharshi



Dia desses aqui na Índia, entrei em uma livraria atrás de internet. …eu e minha busca insana atrás da rede mundial de comunicação... Acabei descobrindo umas revistinhas em quadrinhos de uma coleção de clássicos ilustrados chamada Amar Chitra Katha. Nelas, histórias da mitologia indiana são recontadas, assim como algumas do folclore, das lendas e da História, com H maiúsculo.
Comprei uma porção — na verdade, 4: Tales of Shiva, Bheema and Hanuman, Sri Ramakrishna e Ramana Maharshi. A última (citada), era a última (revistinha) da loja e demorei um tempão para achar. Valeu cada segundo: a vida de Ramana Maharshi foi muito linda mesmo. Fui lendo devagar para que o prazer durasse só mais um pouquinho...



Me fez lembrar da montanha Arunachala e de Tiruvanamalai, cidadezinha no Estado de Tamil, que visitei há 4 anos atrás. Foi lá que recebi uma das benções mais significativas da minha vida. No templo da cidade (um dos maiores do Sul da Índia), existe um elefante, um elefante ensinado, que agracia o “bom fiel — que lhe oferece uma moeda” com uma gentil “trombada” na cabeça. Se o “fiel” vem com graça e em vez de moeda, oferece um pedaço de pau pro elefante, ele, que não é bobo nem nada, até aceita, mas não dá a benção.
Fomos para essa cidadezinha onde Shiva aparece como fogo no topo da montanha por causa do Ashram de Ramana Maharshi. Já tínhamos ouvido falar e desde sempre sentia uma afinidade por ele...
Subimos a montanha até a gruta onde ele meditou por anos e anos seguidos, comprei uns livrinhos com o pouco que ele falou e deixou registrado e me encantei ainda mais por ele.
E hoje, de volta ao Sul da Índia —reservei um tempo para ler a bonita história de Ramana Maharshi e tive meus olhos cheios de lágrimas por duas vezes, fora as vezes enquanto eu lia os quadrinhos...
Logo cedinho, quando ia para o Instituto, andando no lusco-fusco, ia tirando fotos das pessoas no contra-luz dos faróis dos carros. Um “intocável” passou pela lente da minha snap-shop e eu não dei o clique. Senti uma compaixão enorme daquele ser que nem a atenção da minha curiosa câmera consegue captar.
Umas de 12 horas mais tarde, também fiquei com olhos cheios de lágrimas — desta vez de raiva. Peguei um riquixá na rua da casa dos meus amigos e pedi que ele me levasse para o E-Square (que é um Shopping, na avenida mais casca-grossa de atravessar). O bom é que o Shopping fica do mesmo lado que a rua que vai pra minha casa, então pensei em atravessar a avenida com o riquixá e ir andando até em casa, que é um pouco fora de mão e ninguém está disposto a me levar até lá — ainda mais na hora do rush. Não é que o motorista foi diminuindo a velocidade quando chegamos em frente ao shopping, só que no outro lado da rua. Toquei o ombro dele e mandei: “Other side!” (uma amiga me disse que poucos falam inglês então o melhor é ser curta e... grossa (brincadeirinha!). Ele respondeu: “No other side”... em seguida, um tímido, “Sorry”. Fiquei mal, paguei umas Rs. 2 a mais do que marcava o “meter” porque não tinha o valor certinho e desci sem agradecer. “Caramba, como que eu vou atravessar essa rua a essa hora?”
Quase entrei em pânico — quem anda comigo a pé sabe que atravessar ruas movimentadas não é bem o meu forte — além disso não tinha ninguém atravessando pra eu colar... Esperei um pouquinho, dei uma resmungada sozinha como se pedindo aos céus, e me joguei fazendo com a mão igualzinho a eles, movimentando de baixo para cima pedindo licença. Ouvi umas buzinas — normal! — e cheguei do outro lado ilesa.
Fiquei pensando no motorista e senti compaixão também. Ele sabe que me ferrou, mas a boa ação pra mim não valia a pena pra ele. A corrida deu Rs. 12,50 (uns US$ 0,25) o que não pagaria nem a gasolina se ele tivesse que pegar o transito da outra mão da avenida e fazer o retorno lá na frente...

2 de fevereiro de 2009

feijão carioca

Depois do hotel em Mumbai, ainda não consegui acesso fácil a internet por isso essa postagem sai com alguns dias de atraso...
No último sábado, acordei em Pune meio atrasada para a última aula no “Ramamani Yoga Institute” da Marcinha, minha amiga e, por enquanto, colega de quarto. Eu precisava fazer a inscrição para fevereiro e fui com ela para ir me adaptando ao caminha à pé e aos malabarismos para atravessar as vias mais movimentadas.
Fiz minha inscrição e recebi os horários das aulas — todas de manhã, que bom! 2ª e 5ª feira, às 7; 3ª e 6ª, às 8; e 4ª e Sábado, às 9:30. Quem está no “Intermediate” como eu, pode fazer uma aula de uma hora e meia por dia, usar a biblioteca das 4 às 6da tarde (onde o próprio Iyengar estuda diariamente) e freqüentar a secretaria das 9 ao meio dia.
A escola estava uma loucura: alunos comprando materiais e livros antes de ir embora e recém chegados se inscrevendo. Ouvia-se inglês com diferentes sotaques; vi gente de Israel, muitos russos, americanos, latinos e... brasileiros! Estava preenchendo minha ficha, quando a Cintia e o Rodrigo chegaram, ambos despedindo-se (ela, depois de 6 meses e ele, depois de um).

Esperei a Márcia sair da aula dela e fomos até o apto. que a Renata e a Kátia estão dividindo com a Francisca e o Felipe, um casal de chilenos simpáticos, que está viajando há meses. No apto. delas tem internet e aproveitei pra checar meus e-mails e saber como andam as coisas por aí.



Para selar o encontro, a Renata preparou uma comidinha bem brasileira para gente: arroz e feijão carioca com legumes. E estava uma delícia!



Na foto acima só professoras de yoga: Cintia (SP), Katia (RJ), Renata (RJ) e Márcia (SP).